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Publicado em: 13/09/2016

ONU reune especialistas para debater sobre papel do setor privado na urbanização sustentável.

Imagem: www.nacoesunidas.org

 

No último dia 29, o Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) com o apoio do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) e Unitar (Instituto das Nações Unidas para Treinamento e Pesquisa) reuniu na cidade de Curitiba, especialistas e gestores para debater o papel de empresas na execução da Nova Agenda Urbana e na busca pelo desenvolvimento sustentável.

Um dos índices apontados mostra que até o ano de 2050, 70% das pessoas estarão vivendo em cidades urbanizadas. Os dados apresentados por Henrique Paiva, gerente de sustentabilidade da Siemens no Brasil, mostram que as cidades são responsáveis por 70% das emissões de CO² e dois terços do consumo de energia. De acordo com ele, “Será preciso pensar na evolução da construção de prédios. Queremos ver edifício com consumo de energia inteligente, armazenamentos de energia. Eventualmente uma política pública que reduza, por exemplo, o IPTU para quem usar padrões que reduzam o consumo de energia. As soluções existem, basta criar formas para que sejam implementadas. É importante que a sociedade faça essa discussão de forma ampla”, afirmou.

Para José Antonio Fares, superintendente do Sesi/IEL e diretor do Senai no Paraná, o Sistema Fiep tem desenvolvido diversas ações que tem como objetivo o desenvolvimento de gestores e os programas para desenvolvimento sustentável, além das alianças com a ONU Mulheres e as premissas do Pacto Global. Ele afirma que, “Estamos atentos ao tema. Esta prévia que antecede o evento de Quito foi uma possibilidade para análise, para entender como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável podem ser inseridos no planejamento da área pública, com participação do setor privado”.

Segundo Marja Edelman, arquiteta e representante da 3ª Conferência das Nações Unidas sobre Moradia e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat-III), o evento na capital paranaense teve como enfoque, a discussão sobre como o setor privado e as alianças público-privadas podem contribuir para a implementação efetiva dos (novos) compromissos assumidos pelos Estados-membros.

 

Parcerias público privadas

Na concepção de Sérgio Pires, presidente do IPPUC (Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba), será preciso “criar uma agenda mais positiva de forma coletiva, de acordo com os projetos”. Para o especialista, que também é arquiteto e urbanista, Curitiba tem algumas oportunidades pela frente com relação a uma cidade mais sustentável. Entre elas estariam questões como a discussão do Plano diretor e da lei de zoneamento e uso do solo (que serão apresentados para votação ainda este ano); a conclusão da Linha verde; os projetos de car e bike sharing; os novos eixos verdes de transporte e da biodiversidade; as chamadas “gentilezas urbanas” (intervenções do cidadão em pequenos espaços públicos); a eletromobilidade e a instalação do metrô e parque linear com implantação de áreas verdes.

 

Nova agenda

A Nova Agenda Urbana deverá ser adotada durante a Habitat-III, que é o encontro global com realização de 17 a 20 de outubro, na cidade de Quito, no Equador. A iniciativa em Curitiba foi uma das atividades que o ONU-HABITAT tem realizado em diversos países da América Latina para organizar pautas e demandas para debates na conferência.

A 3ª conferência das Nações Unidas sobre moradia e desenvolvimento urbano sustentável terá como objetivo revigorar o compromisso global de urbanização sustentável, focada na implementação de uma nova agenda urbana, com base na agenda habitat de Istambul de 1996.

Marja destaca que “na conferência de Quito será avaliado o que já foi alcançado e serão traçados novos rumos para os próximos 20 anos. O documento será focado em ações e implementação de uma nova agenda urbana. A batalha para o desenvolvimento sustentável será vencida ou perdida nas cidades”, finalizou.

Fonte: www.madeiraeconstrucao.com.br

 

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